O ovo da Páscoa

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Desde há séculos que a tradição ortodoxa manda que na Páscoa as pessoas se ofereçam ovos de galinha umas às outras. O mesmo se faz em muitas zonas aqui do Norte. O ovo parece ser, para quem porventura não soubesse, um objeto estéril, aparentemente sem vida. Mas todos sabemos que não é assim, e que escondido pela casca dura há um pintainho que lentamente se forma, e que mais tarde se transformará em ave adulta, ela própria capaz de gerar outros ovos. É essa a intenção da oferta, desejar uns aos outros que a vida seja fecunda, mesmo nas fases em que ela parece estéril.

Foi também este o sentido que quisemos dar à nossa Festa da Páscoa este ano, reforçar em todos a certeza de que só é estéril a vida que o decide ser. A Páscoa de Jesus, que mais um ano celebramos, é a memória sempre renovada de que não há entrega que não valha a pena, e que “quem morre para dar vida”, sairá sempre a ganhar (sem o procurar intencionalmente!). Esta é a experiência que fazemos diariamente aqui no Centro, através da entrega da equipa e dos voluntários a quem nos procura. E também dos utentes, quando se deixam “arrastar” por este movimento, e descobrem, com surpresa, que podem também eles ser “arrastadores” de outros. O espetacular vídeo da Festa (ver aqui) mostra isso mesmo, a comunhão e a alegria que se geram neste movimento. E que possa cada um, nesta Páscoa de 2015, tornar-se “dador de vida” à sua volta. Feliz Páscoa de Jesus para todos!

 P. Filipe sj