Gratidão e generosidade

31Com esta edição a Newsletter do São Cirilo entra no seu segundo ano de vida. Depois dos primeiros anos de arranque e de estruturação da casa, o ano passado viu nascer este meio de partilha do muito que se vai fazendo pelo Centro, bem como dos temas e preocupações do meio social envolvente. O mais importante, claro, é “fazer o Bem bem feito” (como dizia um antigo Provincial jesuíta). Mas falar dele, sem orgulho mas também sem escondimento, permite que outros conheçam e se entusiasmem também por ele.

Nesta edição, convido-a/o a ver, para além dos textos, os vídeos das Histórias e dos Voluntariados. São um “apanhado” de momentos marcantes dos vídeos do ano passado, e têm momentos e frases comoventes de utentes e de voluntários. É para nós muito significativo que quase todos os primeiros já tenham alcançado a sua autonomização (e que continuem a visitar-nos!). E ótimo sinal que todos os segundos continuem este ano a fazer voluntariado no Centro. Talvez o olhar certo seja a gratidão, pela confiança e presença de outros e de outros. Como digo sempre aos voluntários no início de cada ano: “Não espere que no final do ano eu lhe agradeça, pois não nos está a fazer nenhum favor. Se está aqui é porque pressente que Algo, ou Alguém, o chama a fazer parte deste «sonho São Cirilo». E por isso a nossa gratidão não é para si, é (mutuamente) para Ele, por o ter chamado a si a fazer parte deste projeto!”

Mas a newsletter não estaria completa se não olhasse também para a frente, para as novidades do recomeço de ano. Estamos a mudar a “gestão dos projetos de vida” (há um artigo sobre isso), para tentar que o acompanhamento dos casos seja cada vez mais próximo e eficaz. Há novas atividades livres e novas parcerias com outras instituições, para que a dimensão “comunitária” do Centro esteja cada vez mais presente. Novos voluntários continuam a aparecer. E lançámos há pouco a campanha “Passaporte Solidário”, de forma a conseguirmos mais doadores regulares “Amigos do Centro” que nos ajudem a que este crescimento seja financeiramente sustentável (caso queira ou possa colaborar, saiba mais aqui). Há de facto gratidão quando estamos no mundo da forma certa: gratidão pela missão a cumprir, seja ela família e amigos, estudos ou emprego, voluntariado e/ou colaboração financeira. E gratidão por esta entrega ser também fonte de riqueza, pois “quanto mais dou, mais rico fico”. Votos de um bom e generoso recomeço de ano para todos!

 P. Filipe Martins sj