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O “espírito São Cirilo” (em forma de convite para a Venda de Natal)

Olá caríssimos leitores
da Newsletter do Centro São Cirilo,

dsc_0047hesitámos se vos enviar esta “edição especial”, a convidar para passarem por cá na nossa Venda de Natal, que será já neste fim de semana de 16 a 18 de dezembro. Pois muita gente já tem conhecimento, temo-la divulgado de várias formas. Mas acabou por parecer que seria bom, ainda assim, fazê-lo, para que ninguém fique sem saber e sem se sentir convidado.

E este é de facto o convite, a passar por esta casa nalgum momento dos 3 dias que dura a Venda (o horário está no cartaz abaixo). E fazemo-lo não só pela possibilidade de que compre algo às 25 banquinhas presentes (embora sim, pelo menos alguma prendinha seria ótimo comprar :)!). Nem só pela esperança de que tome um cafezinho e uma fatia de bolo na banca dos voluntários do Centro (embora os bolos dos voluntários sejam sempre deliciosos!). E tampouco para que venha aplaudir algum dos vários grupos que virão atuar ao longo dos 3 dias (estão também no cartaz).

Temos todo o gosto em convidá-lo porque o ambiente nesta casa continua a ser de facto (muito) bonito! Ainda ontem tivemos o “Lanche das Atividades”, e às tantas dava por mim a pensar como o “incomum”, ter pessoas de 30 nacionalidades diferentes, de muitas experiências e de situações sociais muito diversas, a comer e a conversar alegremente à volta da mesma mesa, se tem tornado “comum” aqui no Centro. E muita desta alegria e partilha vai estar também presente na Venda de Natal. As pessoas das banquinhas são na sua grande maioria gente próxima. Os grupos não só se disponibilizam com generosidade, mas agradecem ser convidados e poder participar. Vai estar sempre um utente na banca do Centro (onde serão vendidas peças produzidas por vários). E assim a Venda é muito boa ocasião seja para conhecer o Centro (para quem ainda não cá veio), seja para “beber” deste “espírito São Cirilo” (que não é mais do que a comunhão do “espírito de natal”!)

Sinta-se por isso  cordialmente convidado a passar por cá. E vai ver, como experimentam todos aqueles que fazem parte deste sonho-projeto, que será uma grata experiência!

P. Filipe sj

 

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Editorial

Em passagem

Celebrámos há poucos dias a festa da Páscoa. A palavra “páscoa” vem do hebraico “pesah”, que significa “passagem”. Ainda hoje, ao começo da ceia pascal que cada família judaica invariavelmente celebra onde quer que esteja, a tradição manda que o mais novo à mesa se levante, e pergunte ao mais velho “que estamos aqui reunidos a celebrar?”. E este, também solenemente de pé, explica que “Páscoa” é a memória da passagem do povo hebraico através do Mar Vermelho, fugindo do Egipto, terra da escravidão e do medo, para Israel, a terra da liberdade e da promessa de vida.

Tem por isso graça que os vários textos desta Newsletter sobre eventos na casa voltem a acertar com o tempo que vivemos, e falem de passagem e de mudança. Foi o workshop “Vidas Ubuntu”, no início do mês, que levou a que pessoas pouco habituadas a partilhar, conseguissem contar a história e fazer um vídeo das suas vidas. Foi a vinda de um par de animadores da Casa da Música ao Centro que transformou um conjunto de pessoas pouco habituados à música, num coro de vozes e ritmos acertados. Foi finalmente a Festa da Páscoa da semana passada, e os seus vários momentos, a gerar um sentimento de comunhão tão simples e “normal” entre todos, que facilmente nos podemos esquecer que éramos mais de 100 pessoas, entre utentes, voluntários, amigos e equipa, de 22 países diferentes!

Esta acaba por ser mais uma das marcas deste Centro, ser “casa que permite a passagem”. Nele temos tido o privilégio de assistir a pessoas que “passam” do desânimo e do isolamento desconfiado, à esperança e à abertura aos outros. Ou a quem, vindo de uma falta de recursos quase absoluta, “passa” para a segurança de um emprego minimamente estável. E não há passagem que não fique completa se, uma vez do lado da liberdade, a pessoa não se torna ela mesma “ajudadora” de outros a fazer as suas passagens. Como dizia uma vez uma voluntária ao utente que ajudou, “a melhor forma de me agradeceres é agora ajudares alguém quando tenhas oportunidade”. Vidas e corações agradecidos e disponíveis, esse é de facto o grande fruto da Páscoa. Que continue a ser, nestas semanas e pela vida fora, um bom “tempo de passagem” para todos!

P. Filipe sj

Breves do Centro

1. Formação Vidas UBUNTU

1916479_898135473641230_3641681709329709617_nO projeto Vidas Ubuntu, um programa de apresentação de histórias de vida, contadas na primeira pessoa através da metodologia do Personal Storytelling, esteve durante os dias 8, 9, 10 e 14 de Março no Centro Comunitário São Cirilo, a desenvolver um workshop com dez utentes.

Foram dias intensos de muita entrega e dedicação, onde todos os participantes partilharam a sua história de vida com todo o grupo, e juntos percorreram uma caminhada de aprendizagens que os tornaram próximos e íntimos, numa relação de interdependência comunitária, onde o conhecer o outro nos responsabiliza sobre ele.

Ao longo destas sessões falou-se de medos, alegrias, pessoas, dificuldades, da infância, do amor e da mágoa, de partidas e chegadas, mas acima de tudo, falou-se da mudança constante que é a nossa vida e o quão importante é partilhá-la. Isto viu-se refletido nos vídeos finais que cada participante concretizou, e no orgulho que cada um sentiu ao perceber que mesmo com muitas dificuldades, é possível.

Foi igualmente especial a forma como nos sentimos em casa. A equipa técnica que nos acolheu e que nos acompanhou foi como um espelho do encontro que transparece da filosofia Ubuntu que procuramos transmitir com o projeto.

Um enorme obrigada a todos os participantes e à equipa do São Cirilo, nomeadamente à psicóloga Rita Santos que acompanhou todo o processo. Afinal, juntos acreditamos que “a nossa história pode mudar a forma como vemos o mundo”!

 Ana Pires

(formadora)

2. Festa da Páscoa

12814026_895360003918777_7035583859203895287_nNo dia 16 de Março realizou-se no Centro a Festa da Páscoa, que este ano se juntou ao momento da entrega dos diplomas relativos às actividades do último trimestre. Além da distribuição dos diplomas, houve uma apresentação surpresa por parte dos alunos de inglês. Esta constou de uma leitura encenada em inglês e português do conto “The Giving Tree” de Shel Silverstein, uma representação do ideal de amor incondicional.

Seguiu-se o lanche partilhado para o qual todos, equipa técnica, utentes e voluntários, contribuíram. Constituiu um momento especial de partilha e encontro, de estreitar laços e trocar experiências.

O momento alto da Festa da Páscoa, foi a Missa. Especialmente significante para mim foi a forma como as pessoas de outras nacionalidades e credos presentes foram integradas na Celebração, sendo convidadas a assinalar o seu país de origem no mapa mundo e a perceber os momentos mais especiais da Celebração. No final, todos lemos em voz alta uma intenção para a nossa Páscoa. Na forma de certificado,  prometemos acreditar mais, ouvir mais, sorrir mais.

Sofia Soares

(voluntária)

3. A Casa (da Música) vem a Casa

12063819_905664466221664_3402535503478198996_nNo dia 17 de Março realizou-se a primeira sessão do Projeto “A Casa vai a Casa”. A Casa da Música deslocou-se ao Centro para uma actividade musical. Foi a primeira vez que participei neste tipo de actividade.

Aprende-se sempre com o que é novo. Cantámos canções portuguesas e ouvimos canções de outros países (México, Ucrânia, Rússia e Guiné-Bissau).

Foi uma experiência muito divertida. Mas era necessário muita concentração para acompanhar os ritmos. Houve um momento, que tínhamos de acertar as vozes e os ritmos, que não foi fácil para mim, mas consegui com a ajuda de todos.

Por termos sido um grupo grande, de vários países e com línguas diferentes, levou-nos a uma maior união e mais atenção às canções de cada país. Acrescentar ritmos ou com as mãos ou com pequenos instrumentos mudou logo a forma de cantar e acompanhar.

Já estou à espera da próxima sessão que é já em Abril.

Abílio Botelho

(utente)

História do Mês

“…perceber que eu podia dar uma oportunidade a mim mesma novamente, que a vida não estava perdida ainda, que eu podia voltar a ser quem eu era…”

Neste mês, ficamos a conhecer a história da Tatiane, uma mulher que reconhece que ainda há esperança e caminho a ser feito todos os dias.

Voluntariado do Mês

 “…aprende-se muito, em primeiro lugar a humildade… de não ter a verdade toda na minha mão nas coisas mais simples ou nas coisas maiores…”

No vídeo sobre o voluntariado, a nossa voluntária Débora Duarte mostra-nos o entusiasmo que sente ao ajudar com o “pouco” que consegue os nosso utentes.

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